Um dos desafios em criar o Yorkshire é obter
as cores no tom correto. Por menos relevância
que a cor de um cão possa sugerir, no caso
do Yorkshire quando se fala em cor, se fala de um
dos maiores desafios da criação.
A
distribuição e a tonalidade impecáveis
da coloração são sofisticações
muito valorizadas, presentes desde o primeiro padrão
da raça, do final do século 19, feito
na Inglaterra.
A relevância das cores fica evidente na escala
de pontos publicada no padrão oficial de 1895.Nele,
as maiores pontuações referem-se à
coloração.
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A um bom fulvo eram dados 15 pontos sobre um total de 100,
distribuídos entre dez ítens. Um bom azul-aço,
em conjunto com a abundância dapelagem, valia 25 pontos.
Essa última pontuação, desdobrada alguns
anos depois, teve mais da metade de seu valor dado à
cor: 15 pontos.
Apesar
de a escala ter sido abolida, o perfeccionismo desejado para
as cores continua claro no padrão. Ele define as tonalidades
ideais e como deve ser a distribuição das cores
na cabeça, nas pernas, na cauda, no dorso e no antepeito
do York.
Para
complicar, há a caixinha de surpresas da mudança
de cores durante o crescimento do Yorkshire. Ele vem ao mundo
mais escuro que o desejado. Nasce preto, com o dourado quase
marrom e não totalmente distribuído. Graças
a uma verdadeira metamorfose, o dourado se alastra e as cores
clareiam, processo que costuma continuar até cerca
de dois anos de idade. Até lá, um pequeno clareamento,
ou a ausência dele, pode sinalizar um possível
sucesso ou fracasso.
Apostar
num exemplar, iniciando-o na carreira das exposições
de beleza e, de repente, perceber que a pelagem clareou demais
ou de menos, é um episódio comum. Como se vê,
ter um York com as cores perfeitas em todos os detalhes, é
uma tarefa para lá de difícil. |